Comprar Imóveis em Orlando dá direito a Green Card?

Olá, pessoal!

Hoje estou aqui para falar de uma das dúvidas mais freqüentes entre os compradores de imóveis em Orlando. Mas, afinal, o investimento imobiliário garante o direito ao Green Card (cidadania americana)?

Gente, infelizmente, o simples fato de se comprar uma casa nos Estados Unidos não muda nada no processo de visto/green card. Mas, existem outras possibilidades de investimentos no país que garante vistos de longo prazo ou de permanência.

O visto E-2 ( Treaty Investors – Tratado de investidores), por exemplo, exige um investimento médio de U$100.000,00 a U$150.000,00. Trata-se de um visto para comerciantes e que oferece a possibilidade de trabalhar e (ou) dirigir um negócio nos Estados Unidos. Inclusive a esposa desses investidores podem obter, também, autorização de trabalho enquanto o marido mantiver esse status.

Já a categoria de maior interesse, a de investidor EB-5, que dá direito ao Green Card, o empresário deverá fazer um investimento de U$500.000,00 em um novo negócio novo, gerando, no mínimo, 10 novos empregados de tempo integral. O visto L-1, que autoriza uma empresa no exterior transfira gerentes chave para gerir uma empresa subsidiaria e filiada.

Resumidamente, essas são as opções. Lembrando sempre que cada caso é um caso e deve ser analisado por profissionais especializados nisso. Apenas depois de uma análise mais profunda de cada família é possível se afirmar qual é a melhor opção. Para quem tem imóvel de temporada nos Estados Unidos, é possível com o visto de turista permanecer 6 meses.

O importante e o mais seguro é fazer todos os trâmites repeitando as leis americanas, pois, ficar ilegal nos Estados Unidos não é aconselhável, já que, muitos direitos são perdidos e a possibilidade de se tornar um residente se torna ainda mais remota.

Espero ter ajudado vocês, pelo manos, um pouquinho!

Contem comigo.

 

Mais informações:

melissa@sevenrealty.com

Abraço 🙂

‘Troquei luxo por segurança’: a vida da elite brasileira na Flórida

No Brasil eles pertenciam ao topo da pirâmide social: ganhavam bem, moravam nos melhores bairros, tinham mais de um empregado em casa. Mas abriram mão da posição para viver como imigrantes nos Estados Unidos.

A BBC Brasil visitou três casas de brasileiros que se mudaram para o Estado da Flórida desde o ano passado. Em comum, todos dizem que migraram por causa da violência no Brasil e que tiveram de baixar o padrão de vida no novo país.

“Tive dois amigos assassinados em assalto”, diz o advogado e juiz aposentado Newton Azevedo, 69 anos, que trocou uma casa com sete suítes de frente para o mar no litoral paulista por uma residência com três quartos perto de Orlando.

Sua casa no Brasil “tinha vários empregados fixos”; hoje, conta com os serviços de um casal de faxineiros uma vez por mês. “Os custos aqui são elevadíssimos, então tivemos de nos adaptar.”

Azevedo e a esposa, Rose, se mudaram em julho de 2014 para Winter Garden com a filha, o genro e os dois netos, que moram em outra casa no mesmo condomínio.

Newton Azevedo vive com a família em Winter Garden desde 2014
Newton Azevedo vive com a família em Winter Garden desde 2014

Diferentemente de muitos brasileiros que vivem nos Estados Unidos, os imigrantes entrevistados foram recebido de braços abertos pelas autoridades americanas e não têm planos de voltar.

Para estar ali, cada família teve de investir parte de seu patrimônio em negócios locais.

“Como nos anos 1990, há uma nova onda de migração do Brasil para os Estados Unidos”, diz a advogada brasileira Renata Castro, que atende imigrantes na Flórida há 13 anos. Ela remonta o início do fluxo atual ao segundo semestre de 2014, quando Dilma Rousseff se reelegeu e crise econômica se intensificou.

Castro diz, contudo, que a leva atual é composta por imigrantes mais ricos e qualificados que os vindos nas décadas passadas.

“Existe uma clara mudança no perfil. Muitos brasileiros com recursos têm nos procurado para saber como podem migrar legalmente, interessados nas vantagens que a legislação migratória americana oferece ao grupo”.

Visto de investidor

Azevedo e a esposa receberam um visto EB-5, que exige um investimento mínimo de US$ 500 mil (R$ 1,8 milhão) e que gere ao menos dez empregos fixos em áreas rurais ou com desemprego alto dos Estados Unidos.

A filha e o genro do casal investiram outros US$ 500 mil para obter o mesmo visto, estendido também a seus filhos. A família aplicou num fundo de investimentos de um hospital.

O governo americano criou esse tipo de visto para atrair estrangeiros ricos e estimular a economia.

Também é possível conseguir a autorização para residir nos Estados Unidos investindo em negócios próprios.

Ex-funcionário da Deloitte, uma das maiores consultorias globais, o paulistano Marcos Vinicius Liberato, 29 anos, chegou a Boca Raton (a 70 km de Miami) há 50 dias para abrir uma creche com um sócio.

“Quando você vai empreender no Brasil, tem ‘n’ fatores que vão contra você ter sucesso. Esse cenário fez com que eu pensasse: ‘poxa, já que vou começar algo novo, por que não lá?'”, ele diz.

Liberato, que também tem cidadania italiana, pedirá um visto E-2. O visto não exige um investimento mínimo, mas só é concedido a brasileiros que também sejam cidadãos de países que mantenham um acordo específico com os Estados Unidos, entre os quais Itália, Espanha, Alemanha e Japão.

Seu sócio no empreendimento – o amigo de infância Leandro Maia, de 33 anos – investirá US$ 500 mil para conseguir o EB-5.

Dono de um restaurante de comida espanhola em São Paulo, Maia diz ter decidido se mudar para os Estados Unidos quando, há um ano e meio, foi alvo de dois disparos num assalto na capital paulista.

Na época, a esposa dele estava grávida da primeira filha, hoje com um ano e oito meses.

Ele, a mulher, a filha e o sócio estão temporariamente hospedados na casa de férias dos pais de Maia. Desde que chegaram, os dois têm trabalhado do amanhecer até tarde da noite à procura de um local para abrir a creche. O começo, dizem eles, tem sido difícil.

“Já tomamos dois baldes de água fria. Às vezes nos perguntamos: ‘Será? Vale a pena?’ Mas acredito que, com o trabalho feito de forma séria, você consegue”, diz Liberato.

Leandro Maia (esq.) e Marcos Vinicius Liberato estão abrindo uma creche nos EUA
Leandro Maia (esq.) e Marcos Vinicius Liberato estão abrindo uma creche nos EUA

A cidade menos americana dos EUA’

Em Miami há pouco mais de um ano, a ex-modelo Karmel Portoleti e seu marido, Renato Mendonça, dizem já se sentir em casa.

Pais de três filhos, eles abriram um salão de design de sobrancelhas em South Beach, um dos mais badalados bairros da cidade, e planejam expandir a operação.

A maioria dos clientes são turistas e residentes latinas, entre as quais muitas brasileiras.

Mendonça tem no Brasil uma confecção de roupas e obteve um visto L-1, que permite a empresas estrangeiras enviar funcionários aos Estados Unidos para abrir uma operação no país.

“Miami é a cidade menos americana dos Estados Unidos – uma cidade muito latina, com uma mistura muito grande de brasileiros, colombianos, venezuelanos, haitianos, russos… Isso facilitou a nossa adaptação”, ele afirma.

O empresário também diz que a violência foi o principal motivo para deixar o Brasil.

“Não queria continuar achando normal andar de carro blindado”.

Hoje, ele diz não ter “a mínima vontade de voltar, nem a passeio”.

Investimento no “Orlando City” time de Kaká vale ‘green card’ para brasileiros

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Dono do Orlando City, o empreendedor brasileiro Flávio Augusto da Silva (esquerda) contratou Kaká

Torcedor da Portuguesa de Desportos, o empresário Carlos Fonseca dá risadas sobre a ironia de ter feito um investimento, cujo principal garoto-propaganda é Kaká, ídolo do rival São Paulo. Mas a paixão esportiva ficou em segundo plano, diante do projeto de se mudar com a família para os Estados Unidos.

Na última quinta-feira, Fonseca, de 36 anos, acertou os detalhes da compra de uma das 99 cotas de US$ 500 mil (R$ 1,75 milhão) com as quais o Orlando City, única representante do Estado da Flórida na Liga Americana de Futebol (MLS), e que conta com os serviços do último jogador brasileiro a receber o prêmio de melhor jogador do mundo, em 2007, vai ajudar a financiar a construção de um novo estádio.
Além de mimos como assentos permanentes e ingressos a granel, Fonseca, a mulher e os dois filhos do casal receberão o cobiçado green card.

Linhas ocupadas

Sonho de consumo de quem tem planos de migrar para os Estados Unidos, o visto de residência permanente historicamente é um documento difícil de ser obtido. Mesmo o ex-Beatle John Lennon “penou” para conseguir o seu nos anos 70, quando trocou Londres por Nova York e esteve sob ameaça de deportação.

Nos últimos anos, porém, a rota ficou mais fácil para quem tem contas bancárias mais vastas, graças a um programa especial de concessão de vistos do governo americano, o EB5 – conhecido como o “visto de investidor”.

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Carlos Fonseca, de 36 anos, comprou uma das cotas de US$ 500 mil em troca de um “green card”

Em troca de investimentos de pelo menos US$ 500 mil em projetos que gerem pelo menos 10 empregos, as autoridades americanas concedem o green card.

O sistema existe há mais de 10 anos, mas parece ter sido descoberto apenas recentemente por interessados brasileiros. Algo reforçado pelas estatísticas do Departamento de Imigração dos EUA: dos 14 mil vistos EB5 já emitidos para países da América do Sul, por exemplo, apenas 440 foram para brasileiros.
Mas de acordo com Gonzalo Jordan, o advogado especializado em imigração que criou o programa de venda de cotas para a construção do estádio, a turbulência econômica e política no Brasil fez o interesse disparar.

“Mesmo antes de lançarmos oficialmente o programa, na segunda-feira, já tínhamos dois terços das cotas reservados. E em quase todos os casos, os interessados são brasileiros”, explica Jordan à BBC Brasil.
O advogado conta que, nos últimos anos, o interesse de potenciais clientes brasileiros pelo EB5 multiplicou-se, mas que houve um salto no número de consultas desde a reeleição da presidente Dilma Rouseff. “Na semana da eleição, recebi pelo menos 150 ligações do Brasil”.

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Maquete do novo estádio do Orlando, que deverá custar US$ 155 milhões

Uma delas foi de Fonseca. À frente de uma distribuidora de bebidas em São Paulo, o empresário diz que o resultado eleitoral, aliado às dificuldades na economia brasileira, fez com que ele perseguisse o que chamou de “um sonho”.

Kaká

“Fiz intercâmbio nos EUA quando era adolescente e sempre tive vontade um dia morar lá. Acho que os EUA darão mais oportunidades educacionais para meus filhos e também um pouco mais de segurança. Investir num projeto de futebol num mercado em crescimento como os EUA oferece boa chance de retorno. E Orlando é um lugar com oportunidades. Quero abrir um restaurante brasileiro”, explica Fonseca.

Se Miami ainda é a cidade da Flórida que mais concentra investimentos e população de imigrantes brasileiros (há entre 250 mil e 300 mil vivendo no estado, segundo estimativas extra-oficiais), Orlando também é um destino “quente” por conta da presença de parques temáticos como a “Disney World”, ao ponto de, segundo um recente levantamento da Organização Mundial do Turismo (OMT), ter se tornado a cidade mais visitada por brasileiros em todo o mundo.

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Parques temáticos como a Disney fazem de Orlando a cidade mais visitada por brasileiros no mundo

Para o empreendedor brasileiro Flavio Augusto da Silva, a cidade ofereceu oportunidades suficientes para o desenvolvimento de um projeto mais ambicioso no futebol, esporte que nos Estados Unidos é majoritariamente acompanhado pela população de origem hispânica.
Em 2012, ele comprou 87% das ações do Orlando City e passou um ano convencendo as autoridades municipais a apoiar o projeto para que o time se tornasse o primeiro do sudeste americano a disputar a MLS, com um projeto encabeçado pela contratação de Kaká. No projeto de Silva, o clube também poderia se transformar numa atração extra para brasileiros de passagem ou residentes na região, ainda mais depois que os planos de criação de um time em Miami terem “empacado”, apesar do apadrinhamento do ídolo inglês David Bekcham.

“O futebol está crescendo nos Estados Unidos. Temos o potencial de criar uma marca global aqui, mas queremos ser o segundo time dos torcedores brasileiros, tanto que o nosso uniforme é roxo, justamente uma cor que nenhum clube brasileio usa”, brinca Flávio.

Gonzalo Jordan acredita que o interesse dos brasileiros pelo esporte ajuda a tornar o projeto de investimento no estádio ainda mais atraente. “É uma maneira VIP de migrar e que também oferece oportunidades de negócios. As cotas, na verdade, são um tipo de empréstimo que depois vai se transformar em um tipo de participação acionária no estádio”.

Ao que tudo indica, um investimento tentador para brasileiros insatisfeitos.

“Já havia algum tempo que queria emigrar, mas a minha família se opôs, meu pai, principalmente. Com os problemas econômicos, não houve como ninguém reclamar”, afirma Fonseca.Fernando Duarte

Para mais informações:

melissa@sevenrealty.com 

Da BBC Brasil em Londres